O Neoliberalismo é Inimigo do Brasil

Quem quer que, de maneira pública, suponha más intenções no proceder das ações institucionais do excelentíssimo senhor presidente da república, Jair Bolsonaro, denota ele próprio sua má fé em menosprezar o patriotismo daquele que derramou seu sangue pelo Brasil, que nos entregou sua vida e, sem pestanejar, em um novo martírio nos entregaria a sua morte. Contudo, críticas respeitosas e devidamente embasadas são sempre bem vindas por parte dos verdadeiros brasileiros, os quais discordam de determinadas medidas do poder executivo se mantendo em consonância com os valores do povo e com a integridade do Estado brasileiro. No contexto em que Bolsonaro – por pressão do Movimento Brasil Livre e seus apoiadores bovinos – adotou, ainda durante a pré-campanha, a pauta do liberalismo econômico proposta por Paulo Guedes como solução para o desmonte estatal empreendido pelos governos anteriores, faz-se mister retomar algumas considerações.

É auto-evidente que as propostas econômicas de Paulo Guedes encaminhadas ao congresso tem beneficiado a economia e o povo brasileiro no que se refere a medidas de curto e médio prazo. Nesse sentido, porém, o poder legislativo pode vir a ser um indispensável empecilho se necessário for, barrar determinadas emendas e reformas quando estas se propõe a apresentar medidas no sentido de “privatizar tudo”. Há que se retomar – como Bolsonaro, alguns anos atrás, parecia compreender – que o neoliberalismo não patrocina os valores do povo , mas, pelo contrário, se propõe a falir a autodeterminação de qualquer poder nacional, subjugando-o aos interesses do capital estrangeiro – na sociedade livre mercado, à escala geopolítica, o povo é servo do grande capital.

No âmbito internacional, a autonomia nacional inexiste no contexto da exploração financeira dos grandes banqueiros, a qual é geradora de uma pobreza que desampara o povo mediante a dívida pública e a escravização pelo juros. Bolsonaro teria em suas mãos a change de desenvolver um sistema de soberania que rompesse coma finança internacional, com a escravidão pelo juros, com a falsa democracia das elites aliadas a um falso socialismo embasado em “programas sociais” cuja finalidade coincide com os interesses daqueles aos quais convém manter os miseráveis dependentes do assistencialismo. Infelizmente, o eleitorado fiel de Bolsonaro é composto, em sua maioria, por indivíduos os quais aderiram a mentalidade liberal, à crença racista de que a nação brasileira é incapaz de ser soberana e independente, o que invariavelmente leva a esse desejo de ser subalterno aos Estados Unidos ou a China.

O caráter entreguista das privatizações de setores estratégicos (desconsiderando inutilidades públicas, como os Correios), sintetiza em última instância, um desejo de vender ao estrangeiro – isto é: EUA ou China – as riquezas naturais do Brasil sem tampouco eliminar o monopólio, apenas trocando o proprietário nacional por um estrangeiro descompromissado com o bem estar da nação. Ademais, existe um caráter cíclico indissociável de uma possível solução para a crise econômica: os países para os quais se deseja vender as estatais nacionais são os mesmos que, mediante os banqueiros americanistas e sionistas, fazem nossa nação refém de seus juros.

Hoje os juros da dívida externa – a qual indubitavelmente já foi paga pela união – cresce à média de dois bilhões por semana. Diante desse cenário, deveria ser impensável fazer o contribuinte de refém das elites estrangeiras em detrimento de manter boas relações com os países que nos escravizam. Não existe solução saudável para o problema econômico do Brasil senão o calote direto e deliberado, a exaltação da pátria em um discuso patriótico que vise libertar o Brasil das algemas econômicas externas, em busca de uma moeda forte sem lastro no dólar, com uma economia que valorize nossas riquezas naturais aliada a um poderio bélico militar condizente com o território nacional.

Há que se desenvolver uma espécie de nacionalismo econômico – indissociável da compreensão geral de “nacionalismo” – o qual tenha vista a assegurar a vigência da autoridade estatal sobre seu próprio mercado e, por conseguinte, sobre suas próprias leis, desgarrado das políticas econômicas liberais que nos são impostas pelo NAFTA e pela União Europeia – organizações compostas por países os quais adotam para si um sistema econômico protecionista e regularizado. É preciso por em descrédito a concepção totalizante vigente no consciente coletivo de que tudo o que advém da alocação estatal de recursos é necessariamente inferior a administração privada – uma vez que esta última visa, não o serviço, mas o lucro individual.

Publicado por Eduardo Salvatti

Católico apostólico romano, revolucionário com engajamento social, desprendido de pragmatismos.

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