Dialética da Falsificação: Uma Breve Análise das Perversões Feministas

“A mulher, quanto mais mulher é, tanto mais se defende contra tudo o que há de correto: o estado de natureza, a eterna guerra entre os sexos, lhe dá há muito o primeiro lugar.”

  • Friedrich Nietzsche

Se existe no Brasil uma constante social que comprova a tese marxista da alienação ideológica, é esta sem dúvida, a adoção passiva de toda uma classe social à um movimento disforme e contraditório, composto tão somente por chavões meramente retóricos, consolidado na misandria, na falsificação histórica e na desinformação, chamado por “feminismo”. Quem quer que seja do sexo feminino e integre as classes mais privilegiadas da sociedade brasileira, não pestaneja em sentir-se oprimida e rogar para si a reivindicação de privilégios tomados por direitos em uma sociedade que eminentemente já sucumbiu a sanha totalitária e descontrolada do matriarcado moderno. 

Hoje no Brasil, mulheres ocupam 60% das vagas universitárias, contribuem cinco anos a menos para se aposentar, recebem benefícios em caso de viuvez e divórcio, são beneficiadas em disputas judiciais, desfrutam de “direitos” trabalhistas exclusivos, dentre muitos outros privilégios que hoje pesam nos cofres públicos das democracias ocidentais. Estes privilégios todos, porém – os quais, vale lembrar: não foram jamais conquistados pelas mulheres, mas entregues a elas por burocratas do sexo masculino – em nada contribuíram para a emancipação feminina pregada pelos ideólogos do movimento mas, pelo contrário, tornaram a mulher cada vez mais infeliz, segundo o estudo General Social Survey, o qual vem sendo redigido ano após ano pela Universidade de Chicago constata que a cada década, as mulheres americanas se declaram mais infelizes e insatisfeitas com as próprias vidas. 

É inevitável concluir que o feminismo, ao passo em que assegurou às mulheres “direitos” os quais não correspondem a dever algum, acostumou-as a condição de vítima social permanente de uma opressão que não existe senão nas mentes paranoicas daquelas que professam essa ideologia historicamente anacrônica, apartada da realidade, desgarrada de honestidade intelectual e descomprometida com a verdade. Em verdade, nunca antes na história da humanidade as mulheres foram tão privilegiadas em detrimento dos homens – homens estes que são vítimas de extorsão mediante divórcio e pensão, que compõe 90% das vítimas de homicídio no Brasil, são 80% dos moradores de rua, vivem menos em função do trabalho, etc. Mas nem por isso o espetáculo da vitimização feminina e a exigência de privilégios principia o seu fim. Pelo contrário, à medida em que as mulheres ascendem socialmente, tentando tomar o papel biológico dos homens, aumenta a demanda por “direitos” insustentáveis em um sistema capitalista. 

Diante de tal cenário caótico, vertentes reacionárias da crítica anti-feminista, já começam a pôr em cheque a validade ética de direitos outrora concedidos de bom grado às mulheres, bem como o sufrágio universal e a integração feminina no mercado de trabalho – são estas algumas das más consequência do radicalismo feminista que tende a despertar o senso de justiça de alguns críticos do movimento de forma menos comedida. A tendência, porém, é de que esse tipo de ideia ganhe força em um contexto em que a social democracia tenta assegurar a todas as mulheres uma seguridade social jamais disponível aos homens, criando uma casta de privilegiadas sedentas por vingança de uma “dívida histórica” inexistente.

Publicado por Eduardo Salvatti

Católico apostólico romano, revolucionário com engajamento social, desprendido de pragmatismos.

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